TRANSPORTES AQUAVIÁRIOS
  Hidroviário
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PREÂMBULO

Considerações Iniciais

O presente relatório está sendo editado neste fim de milênio e se propõe a servir de marco inicial de uma publicação que, com periodicidade anual, apresente de-monstrativo da movimentação de cargas ocorrida nas hidrovias brasileiras e dados cadas-trais das principais bacias e rios brasileiros.

Por ser este o primeiro relatório, foram feitas algumas considerações específicas para cada uma das hidrovias, de forma a permitir o perfeito entendimento das informações consignadas nos quadros apresentados. Essas considerações constam dos capítulos específicos de cada hidrovia.

O trabalho apresenta, exclusivamente, informações sobre o transporte lon-gitudinal de cargas. Foram excluídos, portanto, dados sobre as movimentações ocorridas em travessias hidroviárias, por serem melhor caracterizadas como continuidade do trans-porte rodoviário, bem como sobre o transporte de passageiros que, especialmente na Ba-cia Amazônica, é de grande importância social, merecedora portanto de estudo específi-co.

Foram eleitas, inicialmente, algumas hidrovias, levando-se em conta sua im-portância no panorama atual, quer por seu potencial como vias de transporte mais barato, em especial para as cargas com baixo valor agregado, como granéis sólidos e líquidos, ou como fator de integração de modais de transportes.

Deve ser ressaltado que, com a finalidade de padronização, convencionou-se chamar de hidrovias todos os rios considerados neste relatório.

Nas fases subsequentes pretende-se uma expansão horizontal e vertical, abrangendo, dessa forma, mais e melhores informações sobre as hidrovias escolhidas, aumentando assim o leque das hidrovias consideradas.

Alerta também deve ser feito quanto aos tipos de cargas, que em certas cir-cunstâncias foram consideradas em parte, ou seja, apenas as mais significativas ou de fácil acesso aos dados de movimentação. Observações específicas foram feitas quando da apresentação dos quadros de movimentação de cada hidrovia.

Para melhor entendimento dos gabaritos para obras que interfiram com a navegação, constantes dos formulários referentes aos perfis das hidrovias, é apresenta-do à folha 6, quadro extraído do Plano Nacional de Vias Navegáveis Interiores - PNVNI/89.

Descrição do Trabalho

Devem ser ressaltadas as dificuldades na realização deste trabalho, sobretudo no que tange ao levantamento dos dados de movimentação, uma vez que os pontos de coleta são disseminados ao longo das vias navegáveis escolhidas, o que levou as Admi-nistrações de Hidrovias a realizar pesquisas junto às empresas transportadoras, aos termi-nais privativos, órgãos do governo e até mesmo a pequenos proprietários de embarcações.

A proposta é apresentar, mais que um quadro estatístico da movimentação de cargas, uma visão ampla da evolução do transporte por hidrovias que, conforme menci-onado anteriormente, pode ser considerado o modo mais atraente, em termos econômicos, para as cargas com menores valores agregados.

O relatório está composto por um capítulo, contendo introdução genérica para todas as hidrovias consideradas, seguida de oito capítulos específicos, um para cada Ad-ministração de Hidrovia, onde são apresentados dados cadastrais das bacias hidrográfi-cas, das hidrovias e de alguns portos, seguidos dos dados de movimentação em um qua-dro de origem e destino, discriminado por produtos e principais empresas. Essas movi-mentações são, em seguida, ilustradas por gráficos de setores com as produções de transporte por naturezas de cargas, referentes aos dados relativos ao ano de 2000, bem como de dados resgatados de 1998 e 1999.

Panorama Atual

No relatório, foram confirmados fatos importantes que refletem um quadro atual que pode ser caracterizado como promissor para o panorama econômico nacional, face às perspectivas que sempre teve o modo hidroviário, contrastada com a sua utilização que, embora cada vez mais incentivada pelo Governo Federal e conscientizada pela cate-goria dos usuários, ainda encontra reações em alguns setores.

Os Resultados

Analisando os dados obtidos neste primeiro relatório, observa-se que, a nível nacional, foi mantida, nos últimos três anos, a faixa de 20,9 a 22,8 milhões de toneladas por ano, com a média de 21,9 milhões de toneladas por ano, equivalentes à produção de transporte de 21,2 bilhões de tku.

Como era esperado, a Bacia Amazônica, em sua totalidade, tem apresenta-do a maior movimentação, com 18,0 milhões de toneladas em 2000, equivalentes a 15.868.299.239 tku.

Os resultados observados são ainda acanhados, já que não foram apurados dados de todas as hidrovias brasileiras e, nas aqui contempladas, nem todas as cargas fo-ram levantadas, conforme detalhado nos capítulos específicos para cada bacia hidrográfi-ca.

No PPA 2000 - 2003 estão previstas ações que visam melhorar o transporte fluvial, consolidando e modernizando-o como um todo, buscando ainda otimizar a integração multimodal do Sistema Hidroviário com os demais segmentos rodoviário e ferroviário, com o objetivo final da redução dos custos de transporte nas rotas mais significativas.

Hidrovias Incluídas

Nessa primeira fase foram escolhidas onze hidrovias, consideradas mais importantes em termos de volume de cargas movimentadas ou potencial conforme a seguir listadas:

Na Bacia Amazônica (Amazônia Ocidental)

  • Madeira
  • Solimões (trecho Coari / Manaus)

    Na Bacia Amazônica (Amazônia Oriental)

  • Amazonas (incluídos os trechos Belém / Manaus, Belém / Macapá, Belém / Tucurí, Belém / Santarém e Belém / Porto Velho).
  • Guamá / Capim

    Nas Bacias do Nordeste

  • Parnaíba
  • Rios Estaduais (Gurupi, Turiaçu, Pindaré, Mearim, Itapecuru, Maracaçumé, Periá, Pericumã e Rios da Baixada Ocidental Maranhense).

    Na Bacia do São Francisco

  • São Francisco / Grande

    Na Bacia do Tocantins / Araguaia

  • Araguaia / Mortes / Tocantins

    Na Bacia do Paraguai

  • Paraguai e trecho internacional do Paraná, a jusante da foz do Paraguai.

    Na Bacia do Tietê / Paraná

  • Tietê / Paraná

    Na Bacia do Sul

  • Jacuí / Taquari / Lagoa dos Patos