Ponte Rio das Antas entre Caxias e Vacaria - RS


Resumo Informativo de pontes e viadutos Relevantes

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                                                                                        HISTÓRICO

 No Estado do Rio Grande do Sul, sobre o Rio das Antas, foi construída em 1943, pela Companhia Metropolitana de Construções, uma ponte na Estrada de Rodogem Rio-Porto Alegre. Esta ponte não é tão famosa como a segunda, cuja construção tumultuada havia sido iniciada dois anos antes, porém terminada apenas em 1952.

     Mesmo sem ser recorde a ponte apresenta características notáveis. Trata-se de um arco engastado, com 72 m de vão, entre as cidades de Caxias e Vacaria. Foi calculada pelo notável Eng. brasileiro Feliciano Penna Chaves prematuramente falecido em acidente em colaboração com Aristarcho Muniz de Brito.
 

O Anteprojeto

       
Henrique Mayall estudou para o DNER diversas alternativas de travessia do Rio das Antas. Em interessante artigo publicado na revista Concreto (1), ele resume as condições que fixavam as exigências de projeto:

      -     na estiagem, a variação do nível das águas era de 3,5 m;

-     a variação máxima de nível entre estiagem e enchente era aproximadamente 14 m;

-     a velocidade das águas era tal que o regime do rio podia ser considerado torrencial;

-     o leito do rio é rocha firme;

-     o período de estiagem se estende de dezembro a abril;

-     a enchente começa em meados de abril e atinge o máximo em maio;

-     a ponte deveria ser de concreto armado;

-     o greide da ponte deveria situar-se 40 m acima do talvegue.

      Com estas condições Mayall conclui que a estrutura deveria possuir um vão superior a 50 m, ficando então excluída a possibilidade de usar qualquer sistema de viga contínua ou Gerber. Foi verificado também que sistemas aporticados com montantes inclinados não apresentavam vantagens quando comparados com os sistemas em arco.

      Estrutura tipo pênsil seria preferível do ponto de vista de favorecer a seção de vazão. Entretanto, em época de guerra, era muito difícil conseguir cabos novos de aço. Restava, portanto, o tipo de estrutura em arco, pois o concreto protendido ainda não havia sido introduzido no Brasil.